Blog do Akaédyon

23 de agosto de 2026

Quem é o Akaédyon?

Bem... Meu nome real não é Akaédyon, e você já deve saber disso. Meu nome real, na verdade, não importa pra você: ele é qualquer coisa que você se esqueceria se vivesse pelo menos 5 anos a mais depois da minha morte.

Então, meu nome real não importa pra você. O que importa mesmo é: o que você está fazendo aqui?

Por que você quer saber quem eu sou, se você não sabe nem quem você é?

Nós, humanos, adoramos muito saber sobre os outros, mas, normalmente, negligenciamos a nós mesmos e nos deixamos de lado pela maior parte da nossa curta vida.

Eu mesmo tenho tentado me conhecer há anos, mas eu nunca tenho tempo. Toda vez que vou à casa do Akaédyon, ou ele não está lá ou está muito ocupado pra me atender. Não tive a oportunidade, então, de sentar um pouco e conversar comigo, pois toda vez que eu planejo isso, eu nunca estou lá pra cumprir.

Sendo assim, não tem como eu te falar quem realmente é Akaédyon. Você vai ter que descobrir por conta própria e... boa sorte. Ele é bem difícil de achar.

Sabe, você tem uma chance de encontrá-lo, mas é como eu disse: primeiro, você terá que saber quem você é. Estou dizendo isso não porque você não sabe quem é, mas eu suponho isso porque você ainda está aqui tentando me entender.


Vou lhe explicar uma coisa.

Nós, humanos, costumamos separar as coisas. Isso é uma cadeira, aquilo é um jardim, amor é um sentimento, aquele é meu pai e esse sou eu. Separamos nossa vida em classes: vida escolar, vida financeira, vida amorosa, vida familiar, vida espiritual. Isso é uma maneira de colocar ordem no caos que é a existência.

Mas vamos olhar mais pra baixo.

Quando você olha pra um formigueiro, você vê formigas ou aquela formiga, ou aquela operária, ou aquela sentinela, ou aquela rainha? Você vê apenas formigas!

Sabe por quê? Porque, no final, somos apenas humanos, mas, do nosso ponto de vista, achamos que somos algo a mais, que estamos separados, que somos individuais e temos nossas diferenças.

Mas a gente é tudo igual: habitamos o mesmo planeta, temos as mesmas necessidades básicas e instintos, e precisamos um do outro e do meio em que vivemos. Não há como se separar disso.

Somos parte de um mesmo organismo e criamos a ilusão da individualidade como um meio de entender o inominável. Isso é um instinto de sobrevivência natural, o que nos torna ainda mais iguais, interdependentes, um mesmo organismo, sem diferenciação.


Sendo assim, eu, Akaédyon, sempre fui você, desde o começo. Logo, se você não se conhece, você não conhece a mim.

Então, por que você gostaria de me conhecer? Será que não é algo que você gostaria de conhecer sobre si mesmo?

Então vá fundo! Teste seus limites e veja até onde vai. Bata na sua porta todos os dias. Uma hora ela se abrirá e você verá quem é. Quando você voltar aqui, após isso, saberá quem eu sou.