Blog do Akaédyon

#1 Estamos ficando velhos

Acabei de ler um post de um blog aqui no Bearzinho e tive um lampejo sobre algo a escrever.

Esse é meu primeiro post aqui nesse blog e eu achei minimamente oportuno fazer, eu mesmo, uma crítica contra mim mesmo. (O que inclui todos nós!)

Estamos ficando velhos, isso é inegável. Desde o dia em que nascemos, estamos caminhando pra mais próximos do caixão do que do berço.

Algumas pessoas dizem até: "Um dia a mais, uma batalha vencida!"

Eu digo:

"Um dia a menos e uma guerra perdida!"

Contra a Chefona final, Dona Morte.

Mas eu vou falar aqui em relação a algo específico, principalmente pra quem resolve (como eu) voltar ou iniciar um blog.


Nós somos, talvez, aqueles que buscam ter de volta a nostalgia de uma internet antiga, onde não havia algoritmos e nem IA pra ditar o que consumimos. Uma internet onde, se você queria seguir um influenciador, você provavelmente deveria garimpar na mesma o link de seu icônico blog, pra dizer o mínimo.

Eu (talvez Akaédyon) não sou dessa velha guarda.

Particularmente, eu nasci no interior da Bahia. Um lugar simples e humilde, onde todo mundo sabe da vida de todo mundo e onde todo mundo acha que é dono de todo mundo e tem direito de ditar regras sobre a vida dos outros.

Lá, a internet são os velhos e as "Marias" que se sentam à tardezinha nas portas das casas para falar da vida alheia.

Se tecnologia já demorava pra chegar no Brasil, isso demorava o dobro pra chegar no interior.

Meu primeiro celular foi um celular de botão, lembro-me até hoje. Custou 90 reais na época. Eu também me lembro que meu primeiro celular digital foi ganho quando eu tinha 12 anos, mas eu realmente não sabia usá-lo kkk, nem sabia o que era internet e fui descobrir do que se tratava um bom tempo depois, talvez infelizmente, pois acesso livre à internet na mão de um adolescente de 12 a 13 anos é sinônimo de muitas coisas talvez indevidas. (Será?)

Ainda não cheguei ao ponto que eu queria, ou pelo menos prometi, mas vamos lá!


Como eu estava dizendo antes, eu percebo um "êxodo", eu diria kkk, de pessoas cansadas desses algoritmos atuais para um meio, digamos, mais garimpável como um blog, especialmente sem nicho, algo mais pessoal, talvez, como os blogs dos anos 2000.

Apesar de eu ser dessa Geração Z, já que nasci em 2002, eu mesmo, dado o fato geográfico de onde nasci, não participei dessa época tanto quanto queria.

Sinto apenas, talvez, uma nostalgia de algo que não vivi nessa vida atual e que, apesar disso, me faz querer refazer esse caminho como se fosse "de novo".

Provavelmente são traços de outras vidas.

Mas veja bem...

Nós, talvez, sejamos os velhos da internet e realmente somos.


Você se lembra de quando a sua mãe, ou a sua avó, ou talvez até seu bisavô (se você tiver tido sorte de tê-lo conhecido — eu tive) ficavam falando:

— Ah, mas na minha época... — Quando eu era moleque... — No meu tempo...

E reclamam das coisas atuais, ou comportamentos atuais.

Bem... Estamos sendo esses velhos agora. Talvez... Se você reclamar muito, você é! Mesmo se não reclamar, ainda é um chato.

Eu vejo algumas muitas pessoas reclamando, e reclamando, e reclamando de como hoje em dia a internet é uma droga, as redes sociais são uma "rede de pegar peixes" e como elas estão cansadas de IAs e algoritmos.

Eu, particularmente, concordo total e plenamente em "quase" tudo o que essas pessoas dizem, tanto que, antes de escrever esse texto, eu estava pensando em escrever um texto falando sobre a minha guerra com as redes sociais.

Mas, como eu gosto de pensar bem antes de qualquer coisa e também gosto de analisar pontos de vista, eu fiquei pensando:

Será que a revolta contra as redes sociais é um bom motivo pra fazer um blog?

Será que reclamar é um bom motivo pra postar?

Será que não sou eu que estou sendo agora o "chato" que antes eu suportava por obrigação?

Bem... Pra essas perguntas nunca haverá uma resposta única, porque tudo depende de um ponto de vista.

Eu costumo dizer que pra qualquer coisa a resposta é "talvez" ou "depende". Porque, inevitavelmente, quem responde vai falar do seu ponto de vista, logo, mudando o ponto de vista, se muda a resposta.

Talvez, lá no passado, quando ouvíamos os "velhos" nos darem sermões e reclamarem sobre "como as coisas hoje estão mudadas", a gente talvez fosse meio que obrigado (talvez) a escutar isso e não falar nada.

Em relação a isso, pelo menos eu acredito que os blogs e a velha guarda reclamona da internet atual não obrigam ninguém. É algo tão escasso, eu diria, que provavelmente os "algoritmados" nunca chegarão aqui pra escutar nossas reclamações egoístas.


Eu digo egoístas pois, mesmo que sutilmente, ou internamente, ou talvez inconscientemente, nós nos achemos melhores, superiores ou talvez mais intelectuais, mais "raiz" kkk. Acho que vocês entenderam (isso se eu não estiver escrevendo pras paredes, né!?).

Isso é humano e natural. Valorizamos o que nos faz bem, né?!

Cada um luta pelo que acredita.


Hoje, eu estava sentado numa fila de banco esperando pra transferir um valor de uma conta pra outra, e eu escutei dois velhos falando algo mais ou menos assim:

— Daqui a 120 anos, mais ou menos, ninguém que tá aqui vivo vai estar mais, será uma nova geração completamente diferente.

E isso é bem verdade! Já parou pra pensar que você será o passado ensinado nos livros de história do século que vem? Estranho, né?!

Já pensou uma foto sua, a pior que você tiver, a mais vergonhosa que você tiver, estampada em um livro de história?

Já pensou que algumas pessoas do século futuro vão olhar pra nós, do século passado, e sentir saudade disso, mesmo nunca tendo vivido?

Interessante isso, não é...

Eles também falaram algo que eu não tenho certeza se é bem verdade, que é que as pessoas antigas vivem mais, 100, 110, 120 anos.

Até que não é tão mentira, já que aqui num distrito perto de onde eu moro tem dois senhores: um de 110 ou 112 anos e um que tem 104.

Eu não sei se eu vou viver isso tudo, mas bem que gostaria, mas eles acrescentaram que essa geração atual não vai nem ter esperança de viver tanto quanto a geração passada, no máximo uns 70, 60, e um dos senhores disse que até uns 50.

Eu realmente espero que eu viva mais que 50 anos, mas como ninguém sabe o que o futuro nos reserva, não podemos ter certeza de nada. Além disso, eu não tenho certeza se eu concordo com isso, pois, hoje em dia, temos muito mais acesso à saúde, cuidados básicos com a mesma e talvez até uma conscientização maior sobre a mesma.

Bem... Se eu viver mais de 70 anos, eu volto aqui pra falar se eu estava certo. (Se o Bearzinho ainda estiver vivo também kkk).


Eu normalmente planejo escrever pouco e de forma concisa, talvez, e mais sistemática, mas acabo falhando. De modo geral, com esse post, eu convido a mim mesmo, Akaédyon, a observar de outro ângulo, ver as coisas de outro ponto de vista.

Se eu convido a mim, eu convido, por consequência, a todos os seres sencientes.

Às vezes estamos tão submersos na nossa realidade reclamona, onde só o que passou é melhor, que esquecemos de viver o agora também.

Como diz o velho ditado:

"Quem vive de passado é museu".

Isso é bem verdade.

Eu convido para uma observação mais aguçada das coisas, uma tentativa de ver beleza nas coisas atuais.

Não há como voltar ao passado (infelizmente), então, o que podemos fazer agora pra criar, talvez, um presente um pouco melhor e mais agradável pra gente? E quando eu digo pra gente, eu digo individualmente, pois o que é bom pra um não é bom pra todos.

É muito gostoso olhar pro passado e cheirar os seus suspiros. Mas é muito melhor viver o agora e suspirar os seus cheiros.

Mas eu tenho uma OBS!

Se daqui a um ou dois posts eu vier aqui xingar horrores a geração atual, por favor, não me julguem! Eu ainda sou humano, não alcancei a iluminação ainda.

Ou podem me julgar! É gostoso causar intrigas. Intrigas saudáveis, eu diria.

Boa noite e até amanhã!

Namo Amituofo!

Noite de uma terça-feira, inverno. 🌘 Lua crescente.


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